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Hipnose é um ato de amor... permitir-se entrar em transe é um ato de amor... ver
essa outra parte sua que mora aí dentro... a sua beleza...
Quando você ama alguém, você
gosta... admira... se fixa nela... absorve... e “mergulha”profundamente na
idéia de se entregar...
Não tenha medo do que vem. Você vai
primeiro aprender a conhecer o outro e descobrir a beleza dele. Quando você o
fizer, perderá o medo e com certeza tocará o seu coração e este então se abrirá
para receber o belo, o bom, o que realmente cura.
Sofia M. F. Bauer
Imagine
você, em uma sala de cinema, assistindo um filme... uma comédia, um drama, um
romance talvez. E o roteiro, a estória que se passa na tela é tão interessante,
tão envolvente, que o absorve por completo. Os personagens, a trama, todo o
desenrolar da estória o fazem ficar tão concentrado, tão focado, e tudo o que
existe em volta parece deixar de existir. As poltronas, as pessoas, os barulhos
dos sacos de pipoca parecem deixar de existir por alguns instantes.
Provavelmente você já deve ter passado por
uma experiência semelhante e, naturalmente, experienciado um estado de transe. E
isto acontece, este fenômeno ocorre inúmeras vezes, todos os dias de nossas vidas. Quando lemos um
artigo interessante, participamos de uma conversa, quando assistimos a uma matéria,
praticamos algum esporte, quando dirigimos, espontaneamente vivenciamos um
estado de transe. Todas as vezes que nós entramos em um estado altamente focado
de atenção, nós estamos em
transe. E é neste sentido que Milton Erickson traz a
concepção de hipnose naturalista.
A APA (Associação Americana de
Psicologia, 1993) define a hipnose como
“um procedimento durante o qual um pesquisador ou profissional da saúde, sugere
que um cliente, paciente ou indivíduo experimente mudanças nas sensações,
percepções, pensamentos ou comportamentos”. Existem conceitos divergentes para
o que vem a ser a hipnose. Mas gosto de uma definição em particular: “Hipnose
seria a absorção da atenção do sujeito: a atenção seria
focalizada através de uma indução ou de uma auto-indução, absorvendo a atenção
da mente consciente e isto daria a oportunidade à mente inconsciente de se manifestar através dos fenômenos hipnóticos”. 1
Cabe salientar que a hipnose não é um
tipo de terapia, mas um procedimento, uma ferramenta que pode ser usada para
facilitar a terapia e os seus diversos níveis de comunicação. O transe
hipnótico permite um nível diferenciado de comunicação, em que há um estado
psicológico especial, possibilitando a potencialização dos recursos internos de
cada pessoa, de acordo com sua história e experiência de vida.
Diferentemente da hipnose clássica (onde
há um modelo técnico e preestabelecido de indução formal), a hipnose
naturalista criada por Erickson não prevê uma padronização de indução. Pelo
contrário, desenvolve-se uma indução exclusiva, e na linguagem de cada pessoa. O
que pode ser dito como a terapia feita
sob medida para cada paciente.

Continuemos a crescer amiga Valéria!
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