domingo, 10 de março de 2013


Grupo de Crescimento e Auto-Hipnose
Início em 12 abril - nova data
Aberto ao público em geral
Vagas limitadas



O Grupo de Crescimento e Auto-Hipnose é um grupo terapêutico que propõe  trabalhar temas universais, ao mesmo tempo em que convida o participante olhar para si individualmente e fazer uma revisão sobre sua vida, identificando e modificando padrões que lhe impedem de levar uma vida mais feliz e saudável.
          Com o modelo ericksoniano, utilizando técnicas direcionadas de conexão com a respiração e seu bem estar, é possível promover estados amplificados de consciência, acessando recursos internos para favorecer a chegada de novas ideias e uma visão positiva da vida e sobre si mesmo.
Embora não seja um grupo de terapia, o trabalho promove resultados terapêuticos.


Temas abordados nos encontros:

Respiração, parte sábia e crescimento saudável, Re-conhecendo quem eu sou, minha origem, meu nome (Eu sou), Responsabilidade do seu bem estar, Feridas próprias e herdadas, Minha dificuldade no meu relacionamento com os outros, Aprendendo a ficar em paz com os outros, Descobrindo meus disfarces e aprendendo que sou eu, Eu aprendo a me relacionar com meu corpo, com minha sexualidade e com minhas emoções, Minhas dificuldades com a intimidade, O medo de estar completamente bem e receber o que a vida me dá.

Como funciona?
          São encontros semanais de 1 hora e 30 minutos, totalizando 11 sessões (2 meses e meio), com no máximo 12 participantes.

Investimento: R$ 400,00 (em até 4 vezes)

Inscrição: Ficha de inscrição (clicar no link) e entrevista - http://www.imhedf.com.br/

Dia: sexta-feiras
Início12 de abril
Horário: 19:30
Local: Instituto Milton H. Erickson de Brasília
Facilitadores: 
Olavo D. Rigon Neto - CRP 01/11394
Giselle Magalhães  - CRP 01/13618

domingo, 3 de junho de 2012

Sobre a Hipnose Ericksoniana


… Hipnose é um ato de amor... permitir-se entrar em transe é um ato de amor... ver essa outra parte sua que mora aí dentro... a sua beleza...
            Quando você ama alguém, você gosta... admira... se fixa nela... absorve... e “mergulha”profundamente na idéia de se entregar...
            Não tenha medo do que vem. Você vai primeiro aprender a conhecer o outro e descobrir a beleza dele. Quando você o fizer, perderá o medo e com certeza tocará o seu coração e este então se abrirá para receber o belo, o bom, o que realmente cura.
Sofia M. F. Bauer

            Imagine você, em uma sala de cinema, assistindo um filme... uma comédia, um drama, um romance talvez. E o roteiro, a estória que se passa na tela é tão interessante, tão envolvente, que o absorve por completo. Os personagens, a trama, todo o desenrolar da estória o fazem ficar tão concentrado, tão focado, e tudo o que existe em volta parece deixar de existir. As poltronas, as pessoas, os barulhos dos sacos de pipoca parecem deixar de existir por alguns instantes.
Provavelmente você já deve ter passado por uma experiência semelhante e, naturalmente, experienciado um estado de transe. E isto acontece, este fenômeno ocorre inúmeras vezes, todos os dias de nossas vidas. Quando lemos um artigo interessante, participamos de uma conversa, quando assistimos a uma matéria, praticamos algum esporte, quando dirigimos, espontaneamente vivenciamos um estado de transe. Todas as vezes que nós entramos em um estado altamente focado de atenção, nós estamos em transe. E é neste sentido que Milton Erickson traz a concepção de hipnose naturalista.
A APA (Associação Americana de Psicologia, 1993) define a hipnose como “um procedimento durante o qual um pesquisador ou profissional da saúde, sugere que um cliente, paciente ou indivíduo experimente mudanças nas sensações, percepções, pensamentos ou comportamentos”. Existem conceitos divergentes para o que vem a ser a hipnose. Mas gosto de uma definição em particular: “Hipnose seria a absorção da atenção do sujeito: a atenção seria focalizada através de uma indução ou de uma auto-indução, absorvendo a atenção da mente consciente e isto daria a oportunidade à mente inconsciente de se manifestar através dos fenômenos hipnóticos”. 1
Cabe salientar que a hipnose não é um tipo de terapia, mas um procedimento, uma ferramenta que pode ser usada para facilitar a terapia e os seus diversos níveis de comunicação. O transe hipnótico permite um nível diferenciado de comunicação, em que há um estado psicológico especial, possibilitando a potencialização dos recursos internos de cada pessoa, de acordo com sua história e experiência de vida.
Diferentemente da hipnose clássica (onde há um modelo técnico e preestabelecido de indução formal), a hipnose naturalista criada por Erickson não prevê uma padronização de indução. Pelo contrário, desenvolve-se uma indução exclusiva, e na linguagem de cada pessoa. O que pode ser dito como a terapia feita sob medida para cada paciente. 

1 Bauer, Sofia M. F (2000) – Hipnoterapia ericksoniana passo a passo. 


domingo, 15 de abril de 2012

Orientações Iniciais - Psicoterapia

           Seja bem vindo (a). Desejo que aproveite da melhor maneira a sua psicoterapia. Para fins de esclarecimento, é importante ressaltar alguns pontos básicos para um bom andamento do processo psicoterápico.

O que é e de que forma acontece a psicoterapia afinal?
       A psicoterapia é um processo de relação e de exploração do funcionamento psicológico do indivíduo/paciente com o auxílio do psicólogo/terapeuta, que faz uso de métodos, técnicas  e intervenções psicológicas diversas para o alcance de objetivos específicos, de acordo com a demanda de cada cliente. Este processo (que se configura no encontro cliente X terapeuta) possibilita o desenvolvimento de autoconhecimento, de conscientização de fatores que influenciam os acontecimentos na história pessoal, e dos padrões de funcionamento interpessoal.
    Diferentemente do tratamento médico, o cliente/paciente não deve deixar-se tratar, do contrário, espera-se que colabore e participe ativamente no seu processo.  Parte importante do trabalho é o cliente comprometer-se consigo mesmo, inclusive entre as sessões, refletindo e testando no cotidiano aquilo que for trabalhado nas sessões. Para estimular e promover esta atividade, o terapeuta muitas vezes pode prescrever “tarefas de casa”. Neste sentido, por que deve haver regularidade de sessões?
• É um tratamento que ocorre em ambiente clínico em sessões/consultas de 50 minutos (normalmente 1 x por semana).

Porque não faltar?
    A psicoterapia é essencialmente um processo em que os encontros, as conversas e as intervenções (inclusive a hipnose e induções de transe quando necessário) formam uma sequência em que os temas relacionados são abordados progressivamente. É por esta razão que normalmente os intervalos entre as sessões, não deverão ser superiores há uma semana; caso contrário, perde-se o sentido deste processo e leva-se muito tempo para retomar o tema. É como se houvesse uma quebra, prejudicando o tratamento e evolução da terapia.

E se faltar à sessão de psicoterapia?
      Como já ressaltado, além dos prejuízos  para o cliente e no andamento da terapia, existem também prejuízos para o terapeuta. Vejamos: a agenda do psicólogo é organizada de modo a reservar horários fixos para cada cliente. Além de gerar um tempo ocioso para o profissional, quando o cliente falta, acarreta também um prejuízo financeiro para o terapeuta. No horário ocioso poderia estar ocorrendo uma reposição ou um novo atendimento. Este é um assunto polêmico das psicoterapias, mas é obrigatório o pagamento das sessões que não são desmarcadas com antecedência.
   Só situações de absoluta força maior (p.e. acidente de carro) podem constituir uma exceção. Outras situações evocadas para justificar uma falta, como por exemplo, “o trânsito”, “um esquecimento”, engano de hora/ou dia, trabalho de última hora ou mesmo doença, não são aceitáveis (a não ser com aviso de 24 horas!). Há duas razões para esta regra: a primeira é uma responsabilização máxima do cliente em assegurar e proteger a sua hora de terapia, e a segunda é a proteção do terapeuta: o número de horas que um terapeuta humanamente pode exercer é limitado, e as 24 horas permitem a marcação de um outro cliente sem prejuízos para o terapeuta e com benefícios para outra pessoa.
     Admite-se que  ocasionalmente isto pode levar a uma situação injusta para o cliente que de fato não consegue mesmo avisar 24 horas antes, mas julga-se que as vantagens se sobrepõem a esta desvantagem.

E se o terapeuta faltar?
    Excepcionalmente, se o terapeuta não puder atendê-lo, será negociado um novo dia e horário para reposição, (dentro das possibilidades do paciente e do psicólogo) para que não haja prejuízo no tratamento.

Sobre a pontualidade
      A pontualidade é muito importante. O atraso do cliente é sempre prejudicial ao andamento da terapia. Assim, não é previsto prorrogações do tempo da sessão, quando o atraso é do cliente, em respeito aos horários dos demais clientes. Por esta razão, mesmo se estiver sendo tratado um assunto especial, a sessão deverá ser encerrada. Pelos mesmos motivos, se eventualmente houver algum atraso por parte do terapeuta (que comunicará por ligação ou mensagem SMS em respeito ao paciente), a reposição deste tempo será negociada para sessões seguintes.

Sobre o pagamento das sessões
      Sobre o pagamento das sessões, os valores serão previamente acertados entre o psicólogo e o paciente. O paciente deverá pagar/acertar por cada sessão individualmente, ou como uma “mensalidade”, na primeira semana do mês, todas as sessões subsequentes daquele mês.

Quando acaba a psicoterapia?
           Esta é uma pergunta muito comum, muito complexa e simples ao mesmo tempo. Como cada caso é único, e cada pessoa tem um ritmo e uma maneira particular de lidar com suas próprias emoções, é difícil prever o tempo de duração de uma psicoterapia. Um dos fatores que determinarão o progresso e o tempo da terapia é o comprometimento do cliente com  o próprio processo psicoterápico. Não existe a possibilidade de prever exatamente quando o paciente receberá alta, até mesmo porque cada caso possui um ritmo individual.  
É importante ressaltar que a idéia básica do processo terapêutico é a de que o paciente aprenda a lidar com suas próprias questões, tornando-se autônomo e independente do terapeuta, consciente de seu crescimento e de sua dinâmica interna; e ser capaz de lidar saudavelmente com possíveis dificuldades que naturalmente possam surgir ao longo de sua vida.

Quaisquer dúvidas quanto às orientações, poderão ser tratadas diretamente com a sua terapeuta.